
MIAMI – a polícia de Miami poderá em breve ser a primeira nos Estados Unidos, a utilizar a tecnologia de ponta, spy-in-the-sky para incrementar a luta contra o crime na região.
Um pequeno robô “sem piloto” foi fabricado pela Honeywell International, capaz de pairar e captar imagens ao vivo usando eletro óticos ou sensores infravermelhos, é esperado a realizar a sua estreia em breve no céu do Everglades - Flórida.
Se for aprovada a utilização do robô pela Federal Aviation Administration após os testes, o Departamento de Polícia Miami-Dade vai começar a voar o objeto de 14-libras (6,3 kg) ao longo das áreas urbanas com os olho virtuais focados na luta contra o crime.
"Nossas intenções estão a usá-lo apenas em situações táticas como um conjunto de olhos extras", disse o porta-voz da polícia Juan Villalba.
"Temos a intenção de usar essa vantagem para nós no cumprimento da nossa missão", acrescentou ele, dizendo que a aeronave Honeywell, que se encaixa em uma mochila e é capaz de decolar/pousar verticalmente, parece ideal para a utilização pelas equipes SWAT em situações como de refém ou lidar com “suspeitos barricados em lugares inacessíveis."
A polícia de Miami-Dade não estão sozinhos, no entanto.
Tomando como exemplo a utilização destes tipos de aeronaves pelos Marines americanos nos confrontos militares no Iraque e no Afeganistão durante anos, pela aplicação da lei em todo o país, o governo têm manifestado um crescente interesse na utilização doméstica destes mesmos espiões para missões de combate ao crimes-brigas familiares.
Conhecido como UAV na indústria aeroespacial, para veículos aéreos não tripulados, robôs tem sido desenvolvidos há décadas nos Estados Unidos.
A CIA admite que eles desenvolveram uma libélula de tamanho UAV conhecido como o "Insectohopter" sendo laser-guiado nas operações há muito tempo desde a década de 1970.
"O FBI está experimentando uma variedade de veículos aéreos não tripulados", disse Marcus Thomas, um diretor adjunto do gabinete da Divisão Operacional da Tecnologia.
"No momento eles têm sido usados principalmente para missões de busca e salvamento", acrescentou. "Ele é certamente um tecnologia revolucionária no qual o FBI está pesquisando utilizações adicionais para os UAV".
Preocupações sobre à Segurança e Privacidade.
Os militares do departamento de Proteção da Alfândega e Fronteiras dos Estados Unidos tem utilizado estas aeronaves espiãs por muito tempo e vem sobrevoando o deserto do Arizona e sudoeste da fronteira com o México desde 2006, e em breve implantarão o mesmo sistema em Dakota do Norte para patrulhar a fronteira canadense também.
Este mês, o porta-voz do departamento de Proteção da Alfândega e Fronteiras dos Estados Unidos, Juan Munoz Torres, disse que a agência teria iniciado voos de teste de uma versão modificada de seu grande robô Predator B, construído pela General Atomics Aeronautical Systems, ao longo do Golfo do México.
Citando inúmeras preocupações relativas à segurança da FAA - a agência governamental responsável pela regulação da aviação civil - tem sido lenta no desenvolvimento de procedimentos para a utilização de UAV nos departamentos de polícia.
"Você não quer que uma destas aeronáveis espiãs se choque contra o pára-brisa do carro de uma avó quando ela estiver a caminho do supermercado", afirmou Doug Davis, o gestor do programa da FAA para sistemas aéreos não tripulados.
Ele reconhece o grande interesse das agências militares e na aplicação da lei no sentido de obter os UAV instalado e funcionando o mais breve possível, porém, disse que os pequenos aviões serão particularmente suscetíveis de ter um "enorme impacto econômico" ao longo dos próximos 10 anos.
Aguardando a aprovação e permissão da parte da polícia civil e de outras agências para voar, o SR. Billy Robinson, diretor executivo da Cyber Defense Systems Inc, uma pequena companhia em St. Petersburg, Flórida não conseguiu esperar. Sua empresa criou uma destas aeronaves UAV com 8 libras (3,6 kg) no qual foi pilotado por um tempo pela polícia em Palm Bay, Flórida, e em outras cidades, antes de a FAA intensificar e desaprovar o voo destes objetos criados pela sua empresa.
"Nós fomos contactados por dezenas de empresas e agências de segurança que estão interessadas em adquirir os nossos UAVs", declarou Robinson. "Eles (os FAA) estão impedindo que um punhado de empresas pequenas como a nossa, de se tornar rentável", disse ele.
Alguns advogados que operaram no ramo da segurança e privacidade, dizem no entanto que as regras e decretos necessitam ser elaborados para proteger as liberdades civis durante operações de vigilância.
"Tem ocorrido diversas controvérsias sobre a colocação de câmeras de vigilância em áreas públicas", disse Howard Simon, diretor da Flórida a União Americana das Liberdades Civis.
"A evolução tecnológica pode ser usada para a aplicação da lei de um modo que reforce a segurança pública", disse ele. "Mas a cada evolução tecnologia neste sentido, também aumenta a ameaça a nossa vida privada."
Relato por Tom Brown; Editando por Michael Christie e Eddie Evans

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David Rockefeller