Quem são os pregadores sedutores? São aqueles seduzidos pelo poder do diabo, pregam doutrinas de demônios e são desviados da verdade ensinada por Nosso Senhor Jesus Cristo e seus santos apóstolos (Ef 2:20-22; 2 Tm 1:12-14).
Paulo exorta de modo radical a não ter contato com tais pregadores: “Evita o palavreado vão e ímpio, já que os que o praticam progredirão na impiedade; a palavra deles é como uma gangrena que corrói entre os quais se acham Himineu e Fileto. Eles se desviaram da verdade, dizendo que a ressurreição já se realizou; estão pervertendo a fé de vários” (2Tm 2:16-18).
Com tais pregadores o apóstolo teve experiência, Demas o abandonou trocando a verdade cristã pela ganância e por amor as coisas mundanas (2 Tm 4:10). Alexandre por sua ingratidão e maldade largou a missão causando muitos males a ele também. (2 Tm 4:14).
Esses pregadores vivem arte da dissimulação, do engano e da falsa fé. Pregam em nome de Deus, de Jesus, do Espírito Santo, e até milagres e curas podem acontecer, não pelo seu mérito, mas devido o poder do nome de Jesus que eles usam. Não podemos esquecer que o diabo também pode realizar tais prodígios para enganar multidões (2 Cor 11:13-14).
Paulo e João chamam esses pregadores condenados de “cães” (Fl 3:2; Ap 22:15).
No dicionário Aurélio a palavra “seduzir” significa: inclinar artificiosamente para o mal ou para o erro; desencaminhar; atrair, fascinar. Subornar para fins sediciosos.
Por que esses pregadores seduzem tanta gente ao erro?
Eles sabem vender muito bem o seu produto religioso, mesmo contendo veneno no centro de suas mercadorias. Sabem negociar promessas vazias e esperança ilusória. Qualquer defeito no produto ou demora em receber, eles mandam reclamar a Deus.
O pior de todos os enganos é o de caráter religioso, porque usam o nome sagrado de Deus em vão. Usam e abusam da fé dos outros e brincam com o futuro das almas.
Num mundo que está tomado por vários tipos de crises, de conflitos, de perdas e de medo, fica claro, aberto e oportuno para os charlatões, curandeiros, estelionatários e fraudulentos líderes religiosos darem os golpes da fé nos sofredores, nos doentes e nos desorientados.
Nosso Senhor Jesus Cristo disse para nossa firme orientação:
As palavras do Apóstolo Paulo são atuais para o quadro que estamos vivendo no patamar do engano religioso. Em nossa era surgiram várias denominações neopentecostais, igrejas apostólicas na visão do G12, ministérios personalísticos, movimento do show gospel e igrejas eletrônicas.
Tudo isso tem como fundamento a herética teologia da prosperidade e seus ensinamentos como:
É evidente que Há uma crise terrível no meio chamado "evangélico", principalmente por uma vertente contaminada com modismos eclesiais e teológicos.
O bispo da Igreja Metodista Paulo de Tarso Lockmann diz: “Dinheiro e poder continua a ser vergonha da igreja brasileira, rompendo a comunhão, acabando com o amor entre os irmãos, enfraquecendo a intrepidez com que a Igreja deveria pregar o evangelho”.
“Disso devemos aprender a lição da precariedade do crescimento evangélico”, afirma o sociólogo e pesquisador da igreja evangélica brasileira Paul Freston.
O campo religioso da pós-modernidade é tremendamente marcado com cismas, heresias, escândalos, idolatria do poder econômico e o descaso da dignidade da pessoa humana e para com o próximo. O resultado de tudo isso é milhões de desviados, sem religião e sem igreja. O Evangelho e Cristo ficam escandalizados!
Em Gênesis 3:4 está escrito: “Mas a serpente respondeu à mulher: “De modo algum morrereis”. Pelo contrário, Deus sabe que, no dia que comerdes da arvore, vossos olhos abrirão, e sereis como Deus, conhecedores do bem e do mal”.
Desde a criação, o homem é terrivelmente tentado a ser como Deus. Então por falta de fé, amor e fidelidade a Cristo, desviam os seus corações da mais pura verdade apoderarando-se da mentira de satanás e da adorando ao diabo através dos ídolos, do poder religioso e econômico.
O diabo com toda a sua máquina e proposta, tudo oferece ao homem, cabe a ele responder e negá-lo em seu coração, pois tudo se projeta ali:
É do coração que procede o bem e o mal, o culto verdadeiro e o falso, e tudo isso é vivido pela arte da dissimulação e ninguém melhor sabe interpretar essa arte do que os pregadores sedutores.
A falsa adoração e o culto a personalidade em nossa geração religiosa se faz presente na teologia da prosperidade, nas divisões denominacionais, no movimento gospel, nos títulos pomposos dos líderes eclesiásticos, na mídia, na literatura de auto-ajuda e no esquema da Nova Era.
Hoje mais do que nunca, necessitamos de proclamadores do evangelho de Jesus Cristo que usem a Palavra e seu testemunho verdadeiro apontando toda honra, glória, louvor e adoração ao Único que é Digno, Jesus Cristo.