
Os pacientes que não conseguem tomar pílulas na hora poderão em breve se beneficiar de ter um chip em seu ombro, com um inovador sistema eletrônico a ser desenvolvido pela Novartis, o grupo farmacêutico suíço.
A empresa está testando a tecnologia que insere um minúsculo microchip em cada comprimido engolido e envia um lembrete aos pacientes via mensagem de texto quando estes não seguirem corretamente as prescrições de seus médicos.
A parceria com a Proteus Biomedical, que desenvolveu originalmente a tecnologia, é uma das várias alianças em desenvolvimento pela Novartis, uma vez que esta empresa e as concorrentes tentam manter os preços elevados para medicamentos inovadores fazendo com que os remédios sejam ingeridos da forma como o médico ordenou. A divisão da Pfizer Health Solutions desenvolveu um sistema para telefonar para os pacientes para encorajá-los a tomar os remédios.
Joe Jimenez, chefe de produtos farmacêuticos da Novartis, disse que os testes utilizando o sistema – que transmite a partir do chip na pílula a um receptor no ombro – em 20 pacientes em uso de Diovan, um medicamento para baixar a pressão arterial, que aumentou “o cumprimento” às receitas de 30 por cento para 80 por cento após seis meses.
“Esta indústria está começando a explodir”, disse Jimenez, acrescentando que ele estava perto de contratar um czar do “cumprimento”, para supervisionar uma vasta gama de outras parcerias e programas para reforçar o uso adequado dos medicamentos.
Neste ano, a Proteus recebeu o Prêmio Pioneiros da Tecnologia do Fórum Econômico Mundial.
A empresa declarou na época:
“A Proteus desenvolveu uma abordagem única para personalizar a terapia”, disse Andrew Thompson, CEO e co-fundadorda Proteus. “Nós incorporamos micro-sensores de em drogas e dispositivos, os quais transmitem informações, de forma segura, para o seu celular através da Internet. O paciente pode entender como seu corpo está respondendo a sua terapia, e se escolher, compartilhar esta informação com um membro da família, médico ou amigo para ajudá-lo a permanecer saudável. Estamos muito satisfeitos que o Fórum Econômico Mundial reconheceu o imenso potencial desta abordagem e estamos ansiosos para participar ativamente em seus programas. “
Interessante, acredito que entres estas parcerias veremos em um futuro bem próximo um chip que inocule a dose “certa” de seus maravilhosos medicamentos.
Outro ponto interessantíssimo é que a Proteus faz parte do portifólio de investimos do Grupo Carlyle, uma empresa de investimos de capital (capital equity), sendo que seus membros incluem figorões tais como o ex-presidente George HW Bush, ex-primeiro-ministro britânico John Major e ex-secretário de Estado James A. Baker III, juntamente com George Soros.
É incrível a escalada que este tipo de tecnologia está tendo, principalmente depois do surgimento da gripe suína. Coincidência?
Fontes:
Telegraph: ‘Chip on the shoulder’ medication reminder
Financial Times: Novartis chip to help ensure bitter pills are swallowed
MedGadget: Chip-on-a-Pill, and Other Micro-Electro-Medical Devices
Portifólio da Carlyle : Proteus
Businesswire:Proteus Biomedical Honored by World Economic Forum
RFID é a sigla para Radio Frequency Identification, ou Identificação por Radiofreqüência.
Trata-se de uma tecnologia em ascensão que foi desenvolvida pelo Massachussetts Institute of Technology (MIT), nos EUA, e que utiliza ondas eletromagnéticas para acessar dados armazenados em um microchip.
A solução é descendente da tecnologia dos transponders que foram utilizados pelos ingleses na 2ª Guerra Mundial. O transponder ainda é usado e funciona recebendo e transmitindo sinais quando uma ?pergunta?, em forma de pulso eletrônico, é feita. Quando foi utilizado na 2ª Guerra, ele identificava os aviões da Royal Air Force (RAF ? Força Aérea Real). Assim, quando uma aeronave surgia no radar e não ?respondia? com seu transponder, ela era identificada como inimiga e abatida.
O RFID pode ser visto como um transponder muito mais barato e simples e que por isso pode ser usado para identificar praticamente qualquer coisa. Como um CPF ou RG, a parte de identificação do RFID é composta por um conjunto de números. Cada chip tem um código eletrônico de produto que é único (também conhecido como EPC ? Electronic Product Code) e que pode ser consultado por meio de antenas de radiofreqüência. Ou seja, quando a etiqueta é colada em uma lata de refrigerante, uma televisão, um cachorro ou uma pessoa, a etiqueta, ou tag, transmite a informação para antenas com freqüência compatível e essas antenas ativam o chip, eletronicamente, identificando o produto.
Seria mesmo o RFID o precursor do "sinal da besta"?