
Laser de 1 terrawatt - Façamos do homem a imagem e semelhança da Besta. O laser de 1 terrawatt possibilita a aplicação de forma rápida, econômica, indolor, sem riscos de infecções (como o verichip) e sem a propagação de calor sobre a pele.
Um terawatt de potência equivale a 1012 watts - o que chega à casa do trilhão de watts. Toda a energia elétrica disponível no planeta não passa de 1,5 terawatt, de acordo com os pesquisadores do Ipen. Com altíssima potência e duração de tempo extremamente pequena, o laser produzido permitirá uma enorme gama de aplicações, sob rígidas normas de segurança.
De acordo com Vieira Júnior, a pesquisa chamou a atenção internacional porque é raro que se consiga viabilizar um novo tipo de laser para aplicações. "Nas últimas décadas milhares de lasers foram inventados, mas muito poucos foram incorporados aos processos científicos e industriais.
Ao repensar o Cr:LiSAF, estamos oferecendo mais uma opção viável para uso", afirmou.
Segundo o professor, o envolvimento de pesquisadores brasileiros com o projeto de terawatt é um grande diferencial para o país. "Essa classe de laser está envolvida em vários aspectos fundamentais de física, inclusive nos grandes programas de fusão nuclear. É objeto de investigação em muitos países e vai colocar o Brasil no primeiro time da ciência de ponta, mesmo com recursos muito menores. Hoje, já temos o laser de maior potência do hemisfério Sul", disse.
O laser na potência terawatt poderá ser usado, de acordo com Vieira Júnior, em áreas como abrasão de tecidos biológicos. "O uso do laser poderá ser feito de forma muito seletiva, sem gerar calor". É possível agir sobre o tecido de um dente sem destruir o que está em volta, por exemplo."
Outro exemplo de aplicação, de acordo com ele, é a leitura das assinaturas químicas das várias espécies espalhadas pela atmosfera. "O laser na potência terawatt poderá conseguir identificar, por exemplo, a constituição de poluentes atmosféricos presentes a 10 quilômetros de altura", disse.
Resultado de uma pesquisa realizada:
Notamos que não existiu efeito térmico, ou seja, cortamos o material, utilizando enorme quantidade de energia, e não houve aquecimento, conta Vieira. Com isso, ele explica, será possível aplicar a mesma técnica em tecido humano. Nilson Dias conta que em uma única aplicação do feixe de laser, em curtíssimo período de tempo, haverá uma potência que é aproximadamente dois terços de toda potência elétrica gerada no mundo. Esta tecnologia estará disposta numa mesa de três metros por um e meio, a um custo próximo de US$ 1 milhão. Há alguns anos, os poucos países que detinham esta tecnologia gastaram bilhões nesse tipo de projeto, informa o físico
RFID é a sigla para Radio Frequency Identification, ou Identificação por Radiofreqüência.
Trata-se de uma tecnologia em ascensão que foi desenvolvida pelo Massachussetts Institute of Technology (MIT), nos EUA, e que utiliza ondas eletromagnéticas para acessar dados armazenados em um microchip.
A solução é descendente da tecnologia dos transponders que foram utilizados pelos ingleses na 2ª Guerra Mundial. O transponder ainda é usado e funciona recebendo e transmitindo sinais quando uma ?pergunta?, em forma de pulso eletrônico, é feita. Quando foi utilizado na 2ª Guerra, ele identificava os aviões da Royal Air Force (RAF ? Força Aérea Real). Assim, quando uma aeronave surgia no radar e não ?respondia? com seu transponder, ela era identificada como inimiga e abatida.
O RFID pode ser visto como um transponder muito mais barato e simples e que por isso pode ser usado para identificar praticamente qualquer coisa. Como um CPF ou RG, a parte de identificação do RFID é composta por um conjunto de números. Cada chip tem um código eletrônico de produto que é único (também conhecido como EPC ? Electronic Product Code) e que pode ser consultado por meio de antenas de radiofreqüência. Ou seja, quando a etiqueta é colada em uma lata de refrigerante, uma televisão, um cachorro ou uma pessoa, a etiqueta, ou tag, transmite a informação para antenas com freqüência compatível e essas antenas ativam o chip, eletronicamente, identificando o produto.
Seria mesmo o RFID o precursor do "sinal da besta"?